O casamento e os detalhes

janeiro 05, 2020

Quase se passaram 8 meses desde o dia C e até ao momento pouco ou nada partilhei sobre o nosso casamento. Então aqui estou para vos mostrar um pouco dos detalhes daquele que foi o dia mais feliz das nossas vidas.
Como é óbvio nem tudo correu bem. Houve alguns percalços, mas o importante é que apesar disso foi perfeito. É controverso, mas é verdade. 
Começamos logo por se terem esquecido da noiva na cabeleireira. Com toda a confusão do dia ninguém se lembrou de me ir buscar ao cabeleireiro à hora marcada. Um detalhe que na altura não achei graça nenhuma, agora olho para o mesmo com divertimento. 


Para começar eu queria que o casamento fosse discreto, mas lindo. Então em vez das típicas flores  de plástico que se costuma colocar na casa dos pais dos noivos para a tradicional receção antes da cerimónia, eu pedi à minha mãe para colocar flores verdadeiras colhidas no próprio dia presas por uma fita branca no gradeamento da casa. 

Sobre a velha tradição. Algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul. Eu levei o véu como algo novo, a liga como algo azul, como velho e emprestado levei um colar que a minha irmã tem há muitos anos oferecido pela minha mãe. Um simples colar de ouro com uma pequena pedra, muito simples, discreto e com significado. 

O bouquet. Sempre que via debates em grupos de noivas sobre o preço de um ramo de noiva eu achava um absurdo. Ainda pedi uns orçamentos e achei que era simplesmente ridículo o preço que me estavam a pedir por flores. Então, falei com uma florista vizinha dos meus pais e pedi para me fazer o bouquet apenas com flores da época nada muito exuberante, mas que fosse igualmente belo. Ela atendeu o meu pedido e fez um bouquet de rosas e algumas outras flores e verdes da época. Fez também um alfinete com uma rosa para o noivo. 


A igreja. A decoração da igreja foi uma dor de cabeça. Casei num sábado e no domingo seguinte havia outro casamento na mesma igreja, então o padre falou comigo para tentar conciliar a minha decoração com a da outra noiva para não estragarmos flores. Parecia uma boa ideia, no entanto quando tentei contactar a outra noiva para falarmos disso ela disse que a florista dela proferiu que não era possível então nada feito. Como não acho que seja de bom tom estragar flores pedi à florista que me fez o bouquet para adaptar as flores que já enfeitavam a igreja a um casamento. Para apenas colocar quatro raminhos simples, dois no inicio do corredor e dois no fim. 

O segurança das alianças. Deixei os meus dois afilhados encarregues das duas coisas mais importantes daquele dia. As alianças. A Lunaia de levar as alianças e o Martim de ser o segurança das mesmas. Afinal elas precisavam de toda a proteção. 

As capas. Como ambos frequentámos a universidade não podia faltar a tradição os colegas da universidade colocarem as capas para o momento da saída dos noivos. 

A placa com os lugares. Essa foi das coisas que mais deu trabalho. Tal como os convites, foi feita por nós. Tratava-se de um quadro de cortiça simples que pintámos a moldura, adicionámos algumas flores artificiais (inicialmente pensei em colocar verdadeiras, mas como tinha que ficar feito uns dias antes, essa ideia tornou-se impossível), uns fios presos por pioneses e molas para pendurar os papeis com os nomes das pessoas e as suas respetivas mesas e algumas fotos da nossa aventura em Paris... as molas foi outro imprevisto, não tínhamos molas para todos os papeis e fotos que íamos pendurar e não tínhamos tempo para buscar tivemos de improvisar. Então vai ficar sempre marcada aquela mola diferente no cantinho (báh deu charme). Como se não bastasse faltou colocar uma mesa até ao momento em que todos os convidados entraram na quinta.

A decoração da quinta. Quando fui escolher a decoração das mesas não tinha uma ideia bem formada, apenas tinha uma certeza... não queria arranjos altos. Nada contra. Apenas não gosto. Então escolhi uma decoração bem minimalista e delicada. Achei que ficou adorável o resultado final embora não tenha apreciado bem no dia, pelas fotos acho que ficou fantástica.



E finalmente a mesa dos noivos. Acho que ficou tão sofisticada.



Outros detalhes foram a moldura com a hashtag e o livro de honra. 

Para lembranças quis dar algo útil então às senhoras ofereci uma suculenta (que estivemos a preparar até ao dia anterior), aos senhores um garrafa de beirão e às crianças um saquinho de bombons.



O bolo. O bolo ficou tudo aquilo que sempre imaginei também simples, sem grandes extravagâncias apenas com flores.

Onde a quinta me surpreendeu foi a melancia com os nossos nomes marcados na mesa dos buffets.


Até a nossa primeira dança se destacou com um detalhe importante, pois nos meses antes do casamento tínhamos andado a praticar uma surpresa na coreografia.

Finalmente, mas não menos importante. Eu ofereci o meu bouquet de noiva à minha mãe. Porque apesar de todas as adversidades da vida ela mantém-se forte e naquele dia senti que ela realmente estava feliz apesar de tudo. 


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