México, um país de segredos
janeiro 27, 2020Já vos contei como foi a nossa experiência em Nova Iorque agora falta falar-vos um pouco da nossa experiência no México e das suas maravilhas. Foi um destino inesquecível, apesar de todos os contratempos. Foi simplesmente maravilhoso.
Tal como para Nova Iorque fizemos escala (aliás não houve um voo nesta viagem que fosse direto, foram todos com escala), neste caso a escala foi na cidade de Guadalajara. Passámos algum tempo no aeroporto, onde aproveitámos para tomar o pequeno almoço, bebemos um capuccino (69 pesos mexicanos) e comemos um bolo de frutos vermelhos (45 pesos mexicanos), isto é, pagámos 5,34€ cada um. Aproveitámos já que íamos passar algumas horas lá, antes de partirmos para o nosso destino final, para bebermos a famosa cerveja mexicana, a Corona.
Já na saída do avião em Cancún é que nos apercebemos do calor agoniante que estava. Como vínhamos de Nova Iorque e lá estava um tempo ameno vínhamos com roupas demasiado quentes para usar no México.
À nossa espera tínhamos um transfer na entrada do aeroporto, este iria levar-nos até ao hotel que escolhemos para a nossa estadia, Catalonia Playa Maroma. Localizado em Punta Maroma, que é considerada uma das mais belas praias do mundo. Qual não é a nossa desilusão quando apenas a pudemos ver cheia de algas (sargaço).
O cenote de Zacil-Ha é sem dúvida uma paragem agradável, trata-se de uma "piscina" natural de águas bastantes cristalinas e um pouco frias, embora não tenha a certeza se elas realmente são frias ou se devido ao facto do clima estar insuportavelmente quente e como consequente nós também a sensação térmica seja amplificada. Apesar disso frias ou não mergulhar naquelas águas dá-nos uma sensação fantástica. Junto ao cenote há várias mesas de merendas, tem casas de banho, algumas lojinhas, bar, restaurante. Apesar de ter sido uma alternativa à praia de Tulum, foi uma excelente alternativa.
Após a nossa visita às ruínas e ao cenote seguimos em direção a uma aldeia Maia, uma verdadeira aldeia Maia, para conhecermos os hábitos de uma família daí. Nessa aldeia pudemos fazer parte de um ritual de purificação Maia. O chefe de família, muito amigavelmente, apresentou-nos ao seu humilde lar, apresentou-nos também várias plantas que usam para meios medicinais. Após essa breve apresentação convidou-nos a entrar na casa dele, uma pequena cabana de paus e palha onde pudemos verificar que não havia eletricidade, nem nada tecnológico, a única coisa "moderna" que pudemos ver lá dentro foi um rádio a pilhas. Já dentro da sua humilde casa apresentou-nos a sua esposa e os seus filhos, ensinou-nos a cozinhar um prato típico e deu-nos a provar a comida deles. Depois chamou toda a família inclusive os animais da família e tocaram para nós uma música Maia, com instrumentos Maia. Foi uma experiência bastante interessante, onde fomos confrontados com uma realidade bem diferente da nossa.
Logo de seguida fomos almoçar ainda dentro do povo Maia, mas numa zona mais civilizada. Almoçámos num restaurante típico junto a um lago de crocodilos. Aí provámos algumas especialidades Maia, como por exemplo frango com especiarias embrulhado numa folha de bananeira que é cozinhado no solo, pessoalmente acabei por gostar desse prato, que contrariamente às especialidades mexicanas não era picante.
Quando terminámos de almoçar rumámos para as ruínas de Cobá, uma antiga cidade a 50km de Tulum, lá optámos por ir de "limusine" desde as lojas de lembranças até às ruínas. A limusine consiste numa bicicleta para duas pessoas conduzida por um funcionário local. Olhando para trás ainda bem que optámos por ir de "limusine", porque ainda é um pouco distante e se quiserem subir à pirâmide o melhor é não ir cansados, pois contrariamente ao Chichen Itza em Cobá podemos subir ao seu topo. Quando chegámos à pirâmide lá veio a coragem para subirmos a sua escadaria acidentada degradada pelos anos. A Pirâmide Ixmoja tem 42 metros de altura e do seu topo podemos observar a densa vegetação que cobre aquela cidade, de lá também podemos observar outras pirâmides menores que compõem a antiga cidade. Se acham que subir a pirâmide é complicado (o que realmente é, tendo em conta a altura, o calor que faz no local e os degraus de vários tamanhos e partidos), não imaginam o quanto ainda é pior descê-la sem qualquer proteção apenas uma corda rente ao chão. Eu nunca pensei que tivesse medo de alturas até perceber a altura que me encontrava e o quanto os degraus, ou espécie de, escorregavam. Apesar disso valeu a pena subi-la só pela vista fantástica lá de cima.
Para acabar o nosso dia da melhor forma, após as ruínas de Cobá fomos para o último cenote do dia, o cenote de Tamcach-Ha. Um cenote subterrâneo de águas cristalinas, porém fundas. De cima parece pequeno, porque visualmente trata-se de uma pequena cavidade, mas à medida que entramos e vamos descendo podemos perceber a grandeza do local. Lá podemos nadar ou até mesmo para os mais corajosos saltar de um trampolim. Na sua extensão há sempre uma corda onde nos podemos apoiar quando ficamos um pouco mais cansados. A desvantagem deste cenote é que por ser subterrâneo o nível de oxigênio é reduzido o que acaba por nos dar a sensação de estar sempre cansados e até mesmo a sensação de claustrofobia e assim terminámos o nosso dia.
Começámos o dia por visitar o Chichén Itzá, este fica localizado no estado de Yucatán, enquanto o resort onde ficámos hospedados fica no estado de Quintana Roo, ou seja, demorámos imenso tempo até ao nosso destino. Já quando chegámos é que pudemos sentir a diferença da temperatura, como nos deslocámos para o interior da selva o calor é bem mais acentuado. Lá explicaram-nos a história em torno do monumento e as suas superstições. Ali existem várias pessoas a vender diversas coisas, numa espécie de feira, onde podemos regatear tudo pela melhor oferta. Podemos até trocar a nossa roupa, calçado, acessórios ou outra coisa qualquer por artesanato local. A pobreza é tanta que os habitantes locais estão dispostos a trocar a sua arte por coisas simples que levamos connosco. Após a nossa visita à famosa maravilha do mundo, rumámos para um dos mais famosos cenotes mexicanos, o cenote de Ik Kil. Ik Kil é só dos locais mais belos que vi. Basicamente consiste numa fenda no solo em que a natureza fez um excelente trabalho a embelezar. No fundo vemos um "lago" onde as paredes à volta estão cobertas de vegetação, vemos também diversas mini cascatas de água junto com vegetação a convergir na água. As fotos não fazem jus à realidade, parece uma cena dos filmes de fantasia. O cenote tem uma profundidade a rondar os 50 metros, aqui não vemos as águas cristalinas que víamos nos outros cenotes devido à profundidade. Tal como nos outros cenotes para entrar temos que nos passar por água antes (o que acaba por facilitar a entrada na água, pois como referi anteriormente a água é gelada). Podemos também alugar coletes para nadar com mais segurança. Tratam-se de águas muito fundas, então quem não se sentir à vontade para nadar sem proteção pode alugar um, embora que em toda a extensão há uma corda para nos apoiarmos quando sentirmos cansaço. Para entrar na água temos que saltar de uma altura de cerca de um metro e meio, o que já mete um pouco de receio. Para os mais corajosos podem ainda saltar de alturas mais arrojadas, tem umas escadas que leva a uma zona mais alta de onde podem saltar supervisionados por um nadador salvador. Uma vez terminado o mergulho chega a hora de almoçar. Almoçámos na explanada do buffet junto do cenote.
Depois do almoço rumámos para as últimas ruínas Maia do dia. Ek' Balam. Um sitio arqueológico muito bem preservado. Podemos subir a escadaria da pirâmide principal que contrariamente à escadaria de Cobá está bem mais preservada e menos acidentada. Embora isso, optei por subir apenas até metade, enquanto o Ricardo subiu até ao seu topo. Ainda que apenas tenha subido até metade, pude ver dali uma beleza natural à volta impressionante. O guia que nos acompanhou tratou de nos contar a história do local sempre de forma divertida o que tornou a nossa visita bem mais informal e interessante.
Para último deixámos a visita à cidade colonial de Valladolid. Aí provámos um doce típico, que consistem em banana frita com algo a acompanhar. Por norma a escolha é queijo, no entanto optei por comer com chocolate. Numa das margens da praça principal temos uma igreja muito do estilo europeu, porém com uma particularidade, as pedras que a compõem são de antigos templos Maia. É uma cidade muito pacata com vários polícias a fazer patrulha. Andámos os dois por lá a passear até à hora de encontro para voltarmos para o hotel.
A viagem de volta foi longa e como não podia faltar, voltamos a fazer escala em Filadélfia. Acabou sendo algo bom, pois graças a essa escala poupámos a taxa de saída do México que normalmente se paga em voos de volta para a Europa.
Em suma, foi uma viagem inesquecível. Apesar dos gastos, pois ficou uma viagem muito dispendiosa. Valeu cada cêntimo pago. Apesar de não ser o destino inicialmente idealizado para a nossa lua de mel, acabou por se tornar uma alternativa muito boa.
Nesta viagem também descobri que é possível apanhar escaldões na cabeça, uma coisa que nunca imaginei ser possível.
Curiosidade sobre o Chichén Itzá: é uma das novas 7 maravilhas do mundo.
* Cenotes: cavidades naturais, que eram usadas para rituais de sacrifício humano pela civilização Maia.
Já na saída do avião em Cancún é que nos apercebemos do calor agoniante que estava. Como vínhamos de Nova Iorque e lá estava um tempo ameno vínhamos com roupas demasiado quentes para usar no México.
À nossa espera tínhamos um transfer na entrada do aeroporto, este iria levar-nos até ao hotel que escolhemos para a nossa estadia, Catalonia Playa Maroma. Localizado em Punta Maroma, que é considerada uma das mais belas praias do mundo. Qual não é a nossa desilusão quando apenas a pudemos ver cheia de algas (sargaço).
1º dia
O nosso primeiro dia no paraíso foi curto, pois consistiu essencialmente em viagens. Chegámos durante a tarde ao hotel então não pudemos usufruir muito do mesmo. Fizemos o check in, depois tivemos um pequeno percalço com a porta do nosso quarto que insistia em não trancar após deixarmos as nossas malas no quarto. Quando o problema ficou resolvido fomos usufruir do que restava do dia. Fizemos um pouco de praia, um pouco de piscina e bebemos algumas margaritas. Jantámos e fomos dormir cedo nessa noite, porque a última noite tínhamos passado no avião.2º dia
Para o nosso segundo dia reservamos a visita ao Xcaret, trata-se de um parque temático ecológico. Onde é possível nadar por rios subterrâneos, onde podemos fazer snorkeling e muitas outras coisas. O pack que escolhemos tinha o almoço grátis num dos vários restaurantes do parque, nós optámos por um à beira da praia de comida dos vários países das Caraíbas. Prós do parque: está dotado com uma beleza natural surreal, oportunidade de experimentar atividades fantásticas. Contras do parque: Não está praticamente NADA incluído. No entanto, o parque conta com transfers que por incrível que pareça estão incluídos no pack, onde de manhã passam para recolher as pessoas ao longo dos resorts que encontra pelo percurso e no final do dia devolve cada um aos seus hoteis. Foi um dia muito cansativo, porém inesquecível.
Praia do Xcaret.
3º dia
Como pretendíamos aproveitar a viagem ao máximo reservámos o nosso terceiro dia no México para visitar Tulum e Cobá. Reservámos as nossas atividades no México pela empresa Rimain Tours inclusive o dia em Tulum e Cobá. A experiência que eles nos proporcionaram foi fantástica, as excursões deles são compostas essencialmente por portugueses, o que acaba por ser uma coisa interessante. Normalmente a Rimain Tours prepara um dia cheio. Para além das excursões, preparava umas visitas às praias mais próximas, porém como as praias estavam cheias de sargaço tiveram de arranjar um plano B. O plano B consistia em visitar cenotes* em vez das famosas praias de Tulum. Começámos por visitar Tulum a antiga cidade portuária Maia, conhecida pelas ruínas bem preservadas e as lindas praias da mesma (que como é óbvio não pudemos constatar essa última informação). Caminhámos pelas ruínas de Tulum enquanto nos explicavam um pouco da história do local. Após a visita às ruínas rumámos para o primeiro cenote do dia, o cenote de Zacil-Ha.O cenote de Zacil-Ha é sem dúvida uma paragem agradável, trata-se de uma "piscina" natural de águas bastantes cristalinas e um pouco frias, embora não tenha a certeza se elas realmente são frias ou se devido ao facto do clima estar insuportavelmente quente e como consequente nós também a sensação térmica seja amplificada. Apesar disso frias ou não mergulhar naquelas águas dá-nos uma sensação fantástica. Junto ao cenote há várias mesas de merendas, tem casas de banho, algumas lojinhas, bar, restaurante. Apesar de ter sido uma alternativa à praia de Tulum, foi uma excelente alternativa.
Após a nossa visita às ruínas e ao cenote seguimos em direção a uma aldeia Maia, uma verdadeira aldeia Maia, para conhecermos os hábitos de uma família daí. Nessa aldeia pudemos fazer parte de um ritual de purificação Maia. O chefe de família, muito amigavelmente, apresentou-nos ao seu humilde lar, apresentou-nos também várias plantas que usam para meios medicinais. Após essa breve apresentação convidou-nos a entrar na casa dele, uma pequena cabana de paus e palha onde pudemos verificar que não havia eletricidade, nem nada tecnológico, a única coisa "moderna" que pudemos ver lá dentro foi um rádio a pilhas. Já dentro da sua humilde casa apresentou-nos a sua esposa e os seus filhos, ensinou-nos a cozinhar um prato típico e deu-nos a provar a comida deles. Depois chamou toda a família inclusive os animais da família e tocaram para nós uma música Maia, com instrumentos Maia. Foi uma experiência bastante interessante, onde fomos confrontados com uma realidade bem diferente da nossa.
Logo de seguida fomos almoçar ainda dentro do povo Maia, mas numa zona mais civilizada. Almoçámos num restaurante típico junto a um lago de crocodilos. Aí provámos algumas especialidades Maia, como por exemplo frango com especiarias embrulhado numa folha de bananeira que é cozinhado no solo, pessoalmente acabei por gostar desse prato, que contrariamente às especialidades mexicanas não era picante.
Quando terminámos de almoçar rumámos para as ruínas de Cobá, uma antiga cidade a 50km de Tulum, lá optámos por ir de "limusine" desde as lojas de lembranças até às ruínas. A limusine consiste numa bicicleta para duas pessoas conduzida por um funcionário local. Olhando para trás ainda bem que optámos por ir de "limusine", porque ainda é um pouco distante e se quiserem subir à pirâmide o melhor é não ir cansados, pois contrariamente ao Chichen Itza em Cobá podemos subir ao seu topo. Quando chegámos à pirâmide lá veio a coragem para subirmos a sua escadaria acidentada degradada pelos anos. A Pirâmide Ixmoja tem 42 metros de altura e do seu topo podemos observar a densa vegetação que cobre aquela cidade, de lá também podemos observar outras pirâmides menores que compõem a antiga cidade. Se acham que subir a pirâmide é complicado (o que realmente é, tendo em conta a altura, o calor que faz no local e os degraus de vários tamanhos e partidos), não imaginam o quanto ainda é pior descê-la sem qualquer proteção apenas uma corda rente ao chão. Eu nunca pensei que tivesse medo de alturas até perceber a altura que me encontrava e o quanto os degraus, ou espécie de, escorregavam. Apesar disso valeu a pena subi-la só pela vista fantástica lá de cima.
Para acabar o nosso dia da melhor forma, após as ruínas de Cobá fomos para o último cenote do dia, o cenote de Tamcach-Ha. Um cenote subterrâneo de águas cristalinas, porém fundas. De cima parece pequeno, porque visualmente trata-se de uma pequena cavidade, mas à medida que entramos e vamos descendo podemos perceber a grandeza do local. Lá podemos nadar ou até mesmo para os mais corajosos saltar de um trampolim. Na sua extensão há sempre uma corda onde nos podemos apoiar quando ficamos um pouco mais cansados. A desvantagem deste cenote é que por ser subterrâneo o nível de oxigênio é reduzido o que acaba por nos dar a sensação de estar sempre cansados e até mesmo a sensação de claustrofobia e assim terminámos o nosso dia.
Cenote Zacil-Ha.
Lago de crocodilos em frente ao restaurante.
Família Maia
4º dia
O quarto dia da nossa viagem reservámos para descansar, afinal após o dia intenso que vivemos, descansar também é preciso, então aproveitámos o "tudo incluído" do resort.
Praia cheia de sargaço
5º dia
Para o nosso quinto dia no México reservámos novamente com a Rimain Tours a visita ao Chichén Itzá, ao famoso cenote de Ik Kil, Ek' Balam e Valladolid.Começámos o dia por visitar o Chichén Itzá, este fica localizado no estado de Yucatán, enquanto o resort onde ficámos hospedados fica no estado de Quintana Roo, ou seja, demorámos imenso tempo até ao nosso destino. Já quando chegámos é que pudemos sentir a diferença da temperatura, como nos deslocámos para o interior da selva o calor é bem mais acentuado. Lá explicaram-nos a história em torno do monumento e as suas superstições. Ali existem várias pessoas a vender diversas coisas, numa espécie de feira, onde podemos regatear tudo pela melhor oferta. Podemos até trocar a nossa roupa, calçado, acessórios ou outra coisa qualquer por artesanato local. A pobreza é tanta que os habitantes locais estão dispostos a trocar a sua arte por coisas simples que levamos connosco. Após a nossa visita à famosa maravilha do mundo, rumámos para um dos mais famosos cenotes mexicanos, o cenote de Ik Kil. Ik Kil é só dos locais mais belos que vi. Basicamente consiste numa fenda no solo em que a natureza fez um excelente trabalho a embelezar. No fundo vemos um "lago" onde as paredes à volta estão cobertas de vegetação, vemos também diversas mini cascatas de água junto com vegetação a convergir na água. As fotos não fazem jus à realidade, parece uma cena dos filmes de fantasia. O cenote tem uma profundidade a rondar os 50 metros, aqui não vemos as águas cristalinas que víamos nos outros cenotes devido à profundidade. Tal como nos outros cenotes para entrar temos que nos passar por água antes (o que acaba por facilitar a entrada na água, pois como referi anteriormente a água é gelada). Podemos também alugar coletes para nadar com mais segurança. Tratam-se de águas muito fundas, então quem não se sentir à vontade para nadar sem proteção pode alugar um, embora que em toda a extensão há uma corda para nos apoiarmos quando sentirmos cansaço. Para entrar na água temos que saltar de uma altura de cerca de um metro e meio, o que já mete um pouco de receio. Para os mais corajosos podem ainda saltar de alturas mais arrojadas, tem umas escadas que leva a uma zona mais alta de onde podem saltar supervisionados por um nadador salvador. Uma vez terminado o mergulho chega a hora de almoçar. Almoçámos na explanada do buffet junto do cenote.
Depois do almoço rumámos para as últimas ruínas Maia do dia. Ek' Balam. Um sitio arqueológico muito bem preservado. Podemos subir a escadaria da pirâmide principal que contrariamente à escadaria de Cobá está bem mais preservada e menos acidentada. Embora isso, optei por subir apenas até metade, enquanto o Ricardo subiu até ao seu topo. Ainda que apenas tenha subido até metade, pude ver dali uma beleza natural à volta impressionante. O guia que nos acompanhou tratou de nos contar a história do local sempre de forma divertida o que tornou a nossa visita bem mais informal e interessante.
Para último deixámos a visita à cidade colonial de Valladolid. Aí provámos um doce típico, que consistem em banana frita com algo a acompanhar. Por norma a escolha é queijo, no entanto optei por comer com chocolate. Numa das margens da praça principal temos uma igreja muito do estilo europeu, porém com uma particularidade, as pedras que a compõem são de antigos templos Maia. É uma cidade muito pacata com vários polícias a fazer patrulha. Andámos os dois por lá a passear até à hora de encontro para voltarmos para o hotel.
Feira de artesanato junto ao Chichén Itzá
Cenote de Ik Kil
Igreja de Valladolid
6º dia
No sexto e último dia optámos ficar a aproveitar do "tudo incluído" e descansar para no dia seguinte voltarmos para Portugal.A viagem de volta foi longa e como não podia faltar, voltamos a fazer escala em Filadélfia. Acabou sendo algo bom, pois graças a essa escala poupámos a taxa de saída do México que normalmente se paga em voos de volta para a Europa.
Em suma, foi uma viagem inesquecível. Apesar dos gastos, pois ficou uma viagem muito dispendiosa. Valeu cada cêntimo pago. Apesar de não ser o destino inicialmente idealizado para a nossa lua de mel, acabou por se tornar uma alternativa muito boa.
Nesta viagem também descobri que é possível apanhar escaldões na cabeça, uma coisa que nunca imaginei ser possível.
Curiosidade sobre o Chichén Itzá: é uma das novas 7 maravilhas do mundo.
* Cenotes: cavidades naturais, que eram usadas para rituais de sacrifício humano pela civilização Maia.
Jardins do Resort
Zona destacada no Xcaret para fazer Snorkeling
Cenote de Zacil-Ha
Ruínas de Tulum
Interior da casa da família Maia
Ritual de purificação para entrar na aldeia Maia
Ruínas de Cobá
Chichén Itzá
Cenote Ik Kil
Ruínas de Ek' Balam
Vista das ruínas de Ek' Balam
Pelas ruas de Valladolid
Videos da Viagem
// Todas as fotos presentes nesta publicação e os videos são da nossa autoria.































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